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A criatividade na empresa – Parte 3

25 junho 2014
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A ambiência criativa é um espaço de reflexão que, culturalmente, não é permitido durante as horas de trabalho. É importante frisar que está cientificamente comprovado que a alta produção de soluções, de maior valor e melhor qualidade, acontece quando se reúne um grupo de pessoas que formem um campo dinâmico produtivo para criarem soluções que resolvam problemas da empresa.

A CRIATIVIDADE E A DINÂMICA DE CAMPO

A teoria da dinâmica do campo (Field Theory) foi apresentada e divulgada nos anos 30, do século XX, por Kurt Lewin. O campo dinâmico é criado quando duas ou mais pessoas interagem. No entanto, dessa interelação pode resultar um campo dinâmico produtivo ou destrutivo. Os praticantes do processo criativo, que desenvolvemos e aplicamos há muitos anos, estão conscientes de que uma das razões da eficácia do processo é que seus participantes criam um campo dinâmico produtivo, que é propício à criatividade. O campo criativo do nosso processo é significativamente diferente do campo encontrado nas horas de trabalho das empresas.

A dinâmica do campo é influenciada quando copiamos modelos de trabalhos criativos em grupo, provenientes de origens culturais diferentes da nossa. Esta “importação” requer cuidados especiais. Problemas sérios de conflitos foram registrados em trabalhos de criatividade em grupo por não levarem em consideração a diferença entre a cultura do país de onde foi originado um dado processo criativo em grupo e a nossa cultura, com aspectos comportamentais tão específicos.

O brasileiro é reconhecidamente um dos mais criativos no mundo. Mas a realidade é que isto não significa que o produto de sua criatividade seja aproveitado. Isto se dá devido a certas características destrutivas de nosso comportamento interpessoal o que, na maioria das vezes, traz dificuldades incontornáveis para a formação de uma dinâmica de campo produtiva. Na maioria das vezes, devido a essas dificuldades, é abortado o processo criativo em grupo ao invés de serem usadas as ferramentas existentes para a criação do campo dinâmico. Com isso, a empresa perde em não obter os benefícios da aplicação do processo criativo.

A CRIATIVIDADE DE UM INDIVÍDUO E DE UM GRUPO

A produção criativa desenvolvida por uma pessoa é bem menor do que a desenvolvida por uma equipe, dentro de um campo dinâmico produtivo.  O maior motivo pelo qual a criatividade nas empresas é idêntica à criatividade individual é o fato de que nelas as pessoas sofrem de uma “fragmentação” estrutural e psicológica, não aproveitando o benefício da interdependência que poderia levar a um campo produtivo. A criatividade individual toma muito tempo porque depende de uma conexão analógica, em seu cérebro, ou uma intuição, em sua mente, ambas são situações que podem demorar ou 1 minuto ou um ano. As empresas, hoje em dia, não podem esperar por prazos indefinidos para resolver seus problemas. Daí, as empresas no futuro devem começar a treinar seu pessoal em técnicas “induzidas” de criatividade, beneficiando-se dos resultados da produção de grupos criativos, dentro de um prazo compatível com a necessidade da empresa. Algumas empresas leram acerca das vantagens de usar grupos criativos e, sem estudarem o embasamento cientifico proveniente da neuropsicologia, tiveram resultados decepcionantes ou, quando não tanto, os resultados foram abaixo do esperado.          

A bibliografia sobre criatividade em grupo é extensa e não haverá problema do leitor em conhecer seus meandros. Caso, no entanto, o leitor queira conhecer um processo criativo em grupo, que tem resultados comprovados, é só acessar o site  www.embrascon.com. A empresa detentora do know-how disponibiliza o processo mediante um acordo para treinamento e implantação do mesmo, por parte do pessoal da empresa que o adquire. O processo em questão é universal, no sentido de que pode ser aplicado a qualquer ramo do conhecimento, e o site mostra a amplitude da sua aplicação.

 ALGUNS INIBIDORES DA CRIATIVIDADE

Em experiências combinadas de criatividade e psicoterapia, George Prince e Kathleen Logan-Prince concluíram “que existe um grande impedimento à criatividade proveniente da inibição que temos para fazermos inter-relações com pessoas no trabalho, e isto prejudica o âmago da criatividade. Esta inibição é um fechamento involuntário de nossa capacidade para usar a imaginação e dialogarmos com o outro para criar novas ideias. Acredita-se que este fechamento à criatividade pode ser atribuído ao tipo de campo dinâmico a que nós somos subordinados e, dentro deste campo, às interações específicas verbais e não verbais.”.

Com o passar dos anos tem sido coletados elementos que nos fazem acreditar que certos tipos de comunicação, por exemplo, através de palavras, tons de voz e gestos (não verbais), que traduzam críticas, rejeição, falta de respeito ou humilhação, têm um efeito negativo significativo na criação do campo dinâmico para novas ideias.

Alguns autores chamam estas situações de “desprezo”, ou seja, não levar em conta o que o outro transmite, ou, simplesmente ignorar sua contribuição.

A contra partida do “desprezo” é a revanche. A revanche é defensiva ainda que pareça agressiva. Pode-se dar abertamente à pessoa que desprezou ou desmoralizou a nossa ideia, prejudicando assim o andamento do trabalho criativo, passando a não ser cooperativo e não mais participando ativamente do processo criativo. Aquele que sofreu o “desprezo” suspende suas ações até achar uma estratégia para recuperar seu prestígio e colocá-la em prática, tão cedo quanto possível. No entanto, uma ação imediata não é recomendável, pois a mente normalmente está revoltada. A melhor solução é esperar (contar até dez) por um momento mais adequado, deixando a mente se aquietar para, então, reiniciar o processo.

De qualquer forma, por um mecanismo inconsciente, o “desprezado”, ou rejeitado, não consegue esquecer, fica na espreita para o revide.

Tem sido observada outra tendência para prejudicar a criatividade: pessoas que tentem fingir que não sentem a influencia do “desprezo”, e a consequente ansiedade, geralmente se colocam em silencio, não participando do processo criativo. Alguns chegam a declarar: “eu não me sinto seguro o bastante para dar qualquer contribuição a uma ideia criativa”.

Por que o desprezo tem a capacidade de gerar tão fortes reações? Um dos motivos citados pelos especialistas é a ansiedade: quanto mais ansiedade nós sentimos, menor é a nossa produção criativa. Inclusive ela torna-se um modificador sutil de nossas ações, sempre na direção contrária à geração de criatividade.

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DEFININDO A CRIATIVIDADE

“O pensamento criativo é desinibido, subjetivo, fluido, ao passo que o pensamento intelectual é estruturado, impessoal, formalista”.

John Fletcher

“No ato criativo manipulamos símbolos e objetos externos para produzir algo a ser usado por nós ou por nosso ambiente”.

Louise A. Figler

“Criatividade é um processo de mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjetiva”.

Brewter Ghiselin

“A criatividade pode ser definida segundo seus produtos, como teorias, invenções, pinturas, esculturas e poemas”.

Mel Rhodes

“A criatividade é um pensamento divergente que tende a ocorrer quando o problema ainda está por ser conhecido e não há uma maneira determinada de resolvê-lo”

J. P. Guilford

“A criatividade é um dom de Deus. O lado bom é que a maioria de nós é criativa em certo sentido, e o lado mal é que poucos de nós a desenvolve e a aplica num nível que se aproxima de nossas potencialidades”.

John Morgan

“Criatividade é a reorganização do que sabemos a fim de descobrir o que não sabemos. Segue-se, para pensar criativamente, precisamos ver de maneira diferente as coisas que normalmente consideramos sabidas”.

 George Kneller

A melhor definição de criatividade, a nosso ver, é uma síntese de todas as anteriores, principalmente na crença de que tudo já existe na natureza e, portanto:

CRIATIVIDADE É JUNTAR COISAS EXISTENTES DE UMA NOVA MANEIRA

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